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3.1. Hipertensão: um mal que pode ser evitado

 

Campanha alerta para a prevenção às doenças cardiovasculares

 

Responda rápido: qual foi a última vez que você mediu sua pressão? O Ministério da Saúde quer incentivar os brasileiros que têm mais de 35 anos a transformar em rotina o controle da sua saúde, sobretudo a cardiovascular. Hipertensão é o foco principal da primeira fase do Programa Pratique Saúde, do Ministério da Saúde, lançado em 7 de outubro.

        

Para lembrar às pessoas da importância de fazer atividade física, manter alimentação saudável, controlar o peso e evitar o cigarro, o governo vai fazer uma campanha nas principais emissoras de rádio e TV, com a publicação de anúncios nos jornais e revistas e por meio de cartazes, material informativo sobre a hipertensão e fatores de risco.

        

A campanha também ajudará o Brasil a atingir a meta da Organização Mundial de Saúde, que é reduzir em 2% ao ano a incidência de doenças crônicas em todo o mundo durante os próximos 10 anos.

        

Controle - Mas por que é tão importante manter a pressão arterial sob controle? A hipertensão, ou seja, a elevação persistente da pressão a valores iguais ou maiores que 14 por 9, pode danificar diversos órgãos do corpo humano, como cérebro, rins, olhos e, principalmente, coração. Não foi à toa que um simpático coraçãozinho foi eleito o garoto-propaganda do programa do governo federal.

        

Muitos nem sonham que têm problemas de pressão. A doença é silenciosa, com poucos ou nenhum sintoma e atinge a todos os grupos populacionais. Apesar do componente genético, o que eleva ainda mais o risco de desenvolver pressão alta, são os hábitos de vida de uma pessoa e, por isso, a doença pode ser evitada.

        

Além da pressão alta, outros fatores associados podem levar a sérias complicações, sobretudo à doença cardiovascular. Quem consome grandes quantidades de sal, por exemplo, é candidato a ter pressão alta. Consumo de cigarro e abuso de álcool, sobrepeso e obesidade, vida sedentária, aumento do colesterol e diabetes também são fatores de risco, que podem ser evitados. É verdade que a hereditariedade também conta, mas pode ser compensada por rotinas saudáveis.

        

Bem-estar - Por isso, o Ministério se empenha tanto para fazer com que os brasileiros passem a adotar estilo de vida e hábitos saudáveis. O resultado? Para a população, melhor qualidade de vida, bem-estar, mais saúde, maior produtividade no trabalho e nas atividades do dia-a-dia.

        

Para o Sistema Único de Saúde (SUS), menos gastos com o tratamento de doenças como infarto agudo no miocárdio, derrames (acidente vascular cerebral), insuficiência renal, insuficiência cardíaca, cegueira definitiva, abortos, entre outros. O descuido com a própria saúde mata 400 mil brasileiros todos os anos (40% da população). E o Sistema Único de Saúde gasta R$ 11 bilhões por ano em internações e cirurgias, incluindo transplantes, por conta de doenças crônicas não transmissíveis.

        

"O nosso maior desafio é conseguir mudar os hábitos da população em direção a um estilo de vida mais saudável. Sabemos que a informação é o primeiro passo para que isso seja possível", explica Rosa Sampaio, coordenadora nacional da Política de Atenção à Hipertensão Arterial e ao Diabetes Mellitus, do Ministério da Saúde.

        

"O trabalho de mídia é fundamental, mas não pode ser um trabalho pontual. O governo deseja fazer com que essa campanha seja permanente - como já acontece com outros programas de sucesso, como Aids e doação de órgãos para transplantes", explica.

        

Uma das maiores preocupações do Ministério é esclarecer à população que hipertensão não é "uma doença de homens". Rosa Sampaio lembra que a pressão alta e suas complicações também são a principal causa de morte entre as mulheres.

        

Lesões - "Quando não causa a morte, a hipertensão arterial pode levar a outros problemas, como lesões renais, acidente vascular cerebral, doença isquêmica do coração, entre outras que comprometem a qualidade de vida não apenas do paciente, mas de toda a família. Imagine para as crianças o que é perder a mãe ou vê-la parcialmente inválida, por uma doença que pode ser perfeitamente evitada", afirma ela.

        

Muita gente também se engana e pensa que a hipertensão é "doença de velhos". Nada mais errado. A hipertensão atinge pessoas cada vez mais jovens. Rosa Sampaio afirma que é importante que os pais comecem desde cedo a estimular seus filhos a praticar esportes, não fumar e se alimentar de forma saudável.

        

"É muito mais difícil modificar os hábitos dos adultos. Tudo é mais simples quando as crianças são estimuladas e começam desde cedo a praticar algum tipo de atividade física, como esportes ou qualquer tipo de exercício e alimentar-se de forma saudável", conclui ela.

 
Publicado em 28/10/2005 11:19:43
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Não casaria, mas dividiria a responsabilidade pelo (a) filho (a).
Desapareceria da vida dela (dele) mesmo ela (ele) tendo o filho ou não.
Pediria que ela abortasse, mesmo sabendo ser ilegal no Brasil.
 
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