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4.1. Hepatite

A hepatite é uma doença causada por várias formas de vírus provocando uma inflamação no fígado.
Existem vários tipos de hepatites, cada uma causada por um tipo diferente de vírus e com algumas variações no desenvolvimento, gravidade e tratamento da doença. Vamos nos deter, inicialmente, nas hepatites virais, visto que existe aquelas que são provocadas pelo uso excessivo de bebidas alcoólicas e outras pelo uso de medicamentos (hepatite medicamentosa).

As principais hepatites virais são: Hepatite A, Hepatite B, Hepatite C, Hepatite D, Hepatites E, F e G.
Os sintomas são praticamente os mesmos, apesar dos diferentes tipos de vírus.
Em geral, o infectado apresenta cansaço, mal estar geral, sintomas semelhantes à gripe, icterícia (cor amarelada nos olhos e/ou pele), urina escura, náuseas, dores no lado direito do abdomen e alguma diarréia.
O diagnóstico é feito através de exames de sangue, medindo-se a quantidade de enzimas produzidas pelo fígado, como TGO e TGP, que aumentam seus níveis em casos de hepatite. Também podem ser detectados os anticorpos específicos para cada tipo de hepatite. Também pode ser feita uma biópsia do fígado onde se poderá notar as alterações microscopicamente.
O tratamento varia conforme o caso. Hidratação do paciente, dietas específicas, drogas antivirais e alfa -interferom fazem parte do tratamento.

Hepatite A.
Essa é a forma mais comum de hepatite(42%). A transmissão do vírus se faz por via oral-fecal (ingestão de alimentos ou água contaminados, em geral, por esgotos). É a forma mais benigna das hepatites, curando-se facilmente sem deixar sequelas. Raramente o infectado evolui para quadros mais graves, como a Hepatite Fulminante.Os sintomas são febre, mal-estar, pele amarelada.
O grande problema, é que, durante a fase de incubação (2 a 6 semanas) a pessoa não sabe que tem a doença mas já está transmitindo o vírus pelas fezes.
A melhor forma de se prevenir contra a doença é evitando água e alimentos possivelmente contaminados.
O uso de imunoglobulina contra hepatite A pode beneficiar aquelas pessoas que estão em contato com aquelas que já pegaram a doença, mas isso deve ser feito bem precocemente. A dieta é livre, mas os pacientes ficam em repouso. Cerca de 99% se livram do vírus.

Hepatite B.
É transmitida através de agulhas contaminadas, contato direto com sangue contaminado e relações sexuais. De 10 a 20% são devidos à transfusões de sangue. As pessoas infectadas podem ter um período de 1 a 6 meses até que apareçam os primeiros sintomas; 30% desenvolvem hepatite crônica, com fases de melhora e piora da doença. Algumas pessoas podem se tornar portadores crônicos, não apresentando sintomas mas espalhando o vírus para outras pessoas e 10% evoluem para cirrose ou câncer.
Existe vacina contra a hepatite B e para aqueles que tenham tido algum contato recente ou acidente com alguma agulha infectada, existe a imunoglobulina contra hepatite B, que deve ser aplicada logo após o contato.A Hepatite B corresponde a 32% dos casos de hepatites.

Hepatite C.
Essa forma de hepatite está altamente relacionada com contaminação através de transfusões de sangue, correspondendo a 20% dos casos e 90% das hepatites adquiridas por transfusão. As formas de contágio são semelhantes às da hepatite B, podendo ser adquirida também durante o parto e o período de incubação varia entre 2 semanas a 6 meses. Quase metade dos casos acabam se tornando doentes crônicos, muitos acabam desenvolvendo cirrose, apresentando todos os sinais característicos da doença, sem possibilidade de cura. Alguns podem desenvolver Hepatite Fulminante, com graves lesões no fígado; outros se tornam portadores crônicos da doença. Importante: NÃO EXISTE VACINA para a hepatite C, pois o vírus sofre muitas mutações, semelhante ao vírus da Aids. A hepatite C é particularmente perigosa para os himunodeprimidos, como os portadores de HIV. Pela gravidade, falaremos sobre hepatite C com maiores detalhes num ítem a parte.

Hepatite D.
É causada por uma partícula de vírus que só consegue sobreviver se a pessoa também tiver o vírus do tipo B. É a responsável pelas fases de piora da hepatite B ou na ativação da hepatite crônica. Os casos de hepatite D são muito graves e em geral permanecem crônicos pelo resto da vida. Boa parte dos casos de Hepatite Fulminante são desencadeados pela do tipo D. Corresponde a 2% dos casos. O vírus D só é muito perigoso na gravidez (20% das mulheres grávidas contaminadas morrem).

Hepatite E.
A hepatite E, também conhecida como hepatite entérica ou epidêmica, é mais comum em países em desenvolvimento, especialmente em partes da África e Sudeste da Ásia, onde 30% da população está infectada. Transmite-se principalmente por via oral ou fecal, sendo comum em áreas sem saneamento básico. A fase aguda é semelhante à da hepatite A. A doença é geralmente branda, exceto em mulheres grávidas, que estão sujeitas a graves complicações.
É causada por um vírus, descrito em vários casos de hepatite no México, Ásia e África. Tem um período de incubação bem curto e provavelmente é adquirido através da água. Não são registrados casos crônicos ou portadores permanentes do vírus. Foi encontrado em alguns casos de hepatite fulminante em mulheres grávidas, com alguns casos de morte.

Hepatite F.
O vírus da hepatite F (HFV) foi identificado provisoriamente em pessoas não contaminadas pelos vírus A e E. Esta forma de hepatite ainda é muito pouco conhecida .

Hepatite G.
Ocorre em cerca de 4% dos casos.
O vírus da hepatite G (HGV, também conhecido como HGVB-C) está relacionado com o vírus C. O vírus G também pode ser transmitido durante a gravidez e por via sexual. Aproximadamente de 10 a 20% dos portadores de hepatite C são contaminados com o vírus G. Acredita-se que o vírus G não produza doença hepática. O HGV é transmitido pelo sangue e é comum entre toxicômanos e receptores de transfusões. Foi detectado entre 1 a 5% dos doadores de sangue nos Estados Unidos. Não apresenta sintomas na maioria dos casos. Não se sabe qual a porcentagem de contaminados que pode desenvolver problemas mais graves, como a cirrose ou câncer.Os cientistas sabem que o vírus G é muito parecido com o C. Também é uma doença grave, mas não gera aqueles sintomas clássicos e o fígado pode sofrer calado durante anos e quando o mal é percebido, o paciente pode estar com cirrose avançada ou câncer hepático.

Herpetovírus.
Além dos vírus das hepatites, os herpetovírus Epstein-Barr (VEB) e o citomegalovírus (CMV) podem provocar hepatite aguda em adultos. Isso, porém, é pouco freqüente. Estes vírus podem ocasionar danos severos ao fígado, especialmente em pessoas com baixa resistência do sistema imunológico.

Hepatites tóxicas e hepatites medicamentosas.
Como o fígado processa todas as substâncias tóxicas, é possível que se torne debilitado caso o nível de toxinas no organismo for elevado. Muitos medicamentos, incluindo os usados para o tratamento da AIDS e da tuberculose, as sulfas e analgésicos, podem danificar o fígado. Diversos medicamentos podem causar dano hepático, imediatamente ou até 6 meses após a exposição inicial ao produto. Algumas plantas, cogumelos venenosos e toxinas industriais também podem provocar hepatite tóxica. O uso freqüente de álcool pode causar hepatite a curto prazo e cirrose a longo prazo. A inflamação produzida após tomar um novo medicamento ou produto é um sinal de que o mesmo está ocasionando efeitos adversos. Em alguns casos, deve-se considerar a possibilidade de suspender o medicamento ou produto, para favorecer a recuperação do fígado. O dano hepático poderá ser permanente.

Complicações das Hepatites.
Hepatite fulminante, icterícia progressiva, problemas no cérebro, necrose irreversível do fígado, hepatite crônica ativa (evoluindo para cirrose) e Câncer hepático.

A cura para o tipo C ainda gera polêmica. Alguns especialistas dizem que a cura pode acontecer com tratamento na fase crônica. Não existe vacina.

 

Resultados iniciais

 

NORDESTE

 

Vírus A

- Pessoas de 5 a 9 anos  = 40,1%

- 10 a 19 anos =  51,8%

 

Vírus B

- 10 a 19 anos = 0,11%

- 20 a 69 anos = 0,51%

 

Vírus C

 

- 10 a 19 anos = 0,5%

- 20 a 69 anos = 1,66%

 

CENTRO-OESTE

 

Vírus A

 

- 5 a 9 anos = 31,3%

- 10 a 19 anos = 56%

 

Vírus B

 

- 10 a 19 anos = 0,28%

- 20 a 69 anos = 0,58%

 

Vírus C

 

- 10 a 19 anos = 1,06%

- 20 a 69 anos = 1,95%

 

DISTRITO FEDERAL

 

Vírus A

 

- 5 a 9 anos = 34,4%

- 10 a 19 anos = 74%

 

Vírus B

 

- 10 a 19 anos = 0,3%

- 20 a 69 anos = 0,47%

 

Vírus C

 

- 10 a 19 anos = 1,06%

- 20 a 69 anos - 1,73%

 

Fonte: Leila Beltrão Pereira, da Universidade Federal de Pernambuco e coordenadora clínica do Inquérito Nacional de Hepatites Virais.

 

 

http://paginas.terra.com.br/saude/bearsaude/hepati.htm

 
Publicado em 04/11/2005 17:08:25
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O que você faria se estivesse diante de uma gravidez não planejada ?
Casaria e teria o (a) filho (a).
Não casaria, mas dividiria a responsabilidade pelo (a) filho (a).
Desapareceria da vida dela (dele) mesmo ela (ele) tendo o filho ou não.
Pediria que ela abortasse, mesmo sabendo ser ilegal no Brasil.
 
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