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• 1.2. As dúvidas comuns sobre como usar camisinha
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• 1.4. Camisinha: saiba como e quando foi inventada
• 1.5. Tipos de camisinhas que existem à venda
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• 2.2. Dez Mandamentos do Casal
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• 2.5. Um pouco de higiene antes do sexo anal nunca é demais. Só não abuse!
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• 4.2. LISTA DE CASAS DE APOIO PARA PESSOAS COM HIV/AIDS DO ESTADO DE SÃO PAULO.
• 4.3. LISTA DE CASAS DE APOIO PARA PESSOAS COM HIV/AIDS DO ESTADO DE SÃO PAULO (Contin.):
• 4.4. Direitos das pessoas vivendo com HIV e aids
• 5.1. O atendimento da violência contra a mulher: um compromisso de saúde pública
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• 1.4. Juventude subestimada
• 1.5. SEMINÁRIO DE SEXUALIDADE NAS ESCOLAS DE GUARUJÁ - Aprendendo e Respeitando a Diversidade Sexual
• 1.6. –Tio?! Tem camisinha?
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• 2.2. IGREJA E HOMOSSEXUALIDADE NO BRASIL: 1ª Parte
• 2.3. IGREJA E HOMOSSEXUALIDADE NO BRASIL: 2ª Parte
• 2.5 . A relação entre pais e filhos homossexuais
• 2.6. Dez motivos para você participar das Paradas LGBT
• 2.7. Ativos, Passivos e a ideologia heterossexual
• 2.8. Generos e Percepções
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• 3.3. Drogas, Aids e prevenção
• 3.4. Sífilis e Aids: semelhanças e diferenças
• 3.5. Avaliação da Primeira Enquete sobre Camisinha do site - CECON
• 3.6. Segunda Enquete CECON - Sexualidade e Diversidade Sexual nas Escolas.
• 3.7. Qual a origem do Dia Mundial de Luta Contra a Aids?
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• 7.4. IDENTIDADE ENTRE UNIÃO ESTÁVEL HETEROSSEXUAL E UNIÃO HOMOSSEXUAL
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2.8. Generos e Percepções

Imagine que você sabe com toda certeza que seu nome é Carlos, mas todo
o mundo o chama de José. Imagine que você, Carlos, se levanta pela
manhã e sua querida família lhe diz "Bom dia, José, dormiu bem?".
Imagine que os vizinhos e os companheiros de trabalho estão certos de
que você se chama José. que a você dá até um pouco de vergonha
contradizê-los, e começa a responder quando escuta este nome. E cada
dia que passa, isso faz com que você se sinta pior.

Imagine um desonhecimento maior de sua identidade: imagine que você
sabe com toda certeza que é uma mulher, que inclusive usa roupas de
mulher, se maqueia como uma mulher e tem, depois de uma operação
caríssima, genitais femininos, mas todo o mundo se refere a você como
se fosse um homem... e isso faz com que cada dia se sinta pior, e
passam meses e passam anos. As vezes passa toda a vida. Até as pessoas
bem intencionadas falham com maior ou menor freqüência a hora de
referir-se aos homens e mulheres transexuais no gênero correto.
Inclusive savendo que produzem sofrimento, dizem que não podem
evitá-lo. As razões com que tentam desculpar-se e justificar-se só
estão vinculadas a uma associação "natural" entre o que vêem e o que
dizem. Se em lugar de uma mulher transexual "vêem um homem", por mais
que tentem chamar-la Joana, em algúm momento, dirão João.

Inclusive pessoas que reconhecem a associação entre sexo e gênero como
algo mais cultural que natural, se defendem com a desculpa de
"associação natural" a cada vez que se equivocam.

Depois de anos sendo tratada no gênero masculino contra minha vontade,
comecei a darme conta de que o vínculo que o que normalmente as pessoas
reconheciam como natural e inevitável, não estava tanto entre um sexo
biológico dado e seu papel social "correspondente", mas sim entre as
características sexuais secundárias de uma pessoa dada e as percepções
sensoriais que as demais pessoas têm de ditas características. E
cheguei a conclusão que o sexo aparente de uma pessoa pode provocar nas
demais certos estímulos sensoriais tão incontroláveis como os que fazem
as traças se atenham à luz até morrer queimadas.

Não sou psicóloga, lingüísta ou antropóloga, mas minha experiência de
mulher transexual e minha constante observação (e padecimento) da forma
em que sou tratada pelos demais, me levam a tirar algumas conclusões,
provavelmente aventuradas, infundadas, pouco sérias ou já expressadas
com anterioridade por pessoas melhor preparadas, segunso as quais os
estímulos sensoriais provocados pelo sexo aparente de uma pessoa
determinada, levariam aos outros seres humanos a uma percepção
inconsistente, atávica, de dita pessoa, capaz de impor sobre as
tentativas racionais de diferenciar o sexo físico do sexo linguístico.
Se o cérebro percebe "macho" ou "fêmea", e a falta de manifestações
linguísticas, produziria outras (gestuais, emocionais ou o que o for).
Ou seja, não creio que os gêneros linguísticos masculino e feminino que
se aplicam às pessoas derivem necessariamente dos papéis sociais
masculino e feminino designados culturalmente, mas sim que podem se
desenvolverse num plano paralelo autônomo, a partir da raiz comúm da
percepção do sexo físico de ditas pessoas, de maneira direta e
automática, sem mediações culturais. Fim das hipóteses.

Um dado certo é que muito antes de aprender que "os homens tem pênis e
as mulheres não" qualquer bebê está dotado para receber as diferênças
entre um homem e uma mulher. Sabe fazê-lo ainda que não possa explicar
como nem por quê. Essa capacidade inata de diferenciar se mantém
durante toda a vida, ainda que permanec]ça relegada a um segundo plano
quando nos incalcas de maneira coletiva a lógica do criador de gado,
segundo o qual a principal diferença, a diferença "real", está situada
nos gnitais externos.

Os defensores deste conceito parecem ignorar que os genitais estão
mascarados pela roupa, de maneira que permanecem fora de consideração
na maior parte das circunstâncias da vida. A roupa não apenas oculta os
genitais: é em si mesma uma forma de expressão de gênero tão forte como
a linguagem gestual, mas as expressões de gênero como construções
culturais, em muitos casos parecem não conseguir "convencer" aos
sentidos de que devem abster-se de disparar um gênero lingüístico se
este não concorda com o gênero identitário da pessoa do qual se fala.

E o que os sentidos lêem?... Eu diria que principalmente a cara, a voz,
a textura da pele e peito/busto. E dentro da cara, especialmente o
olhar: me disseram outras pessoas, eu o li de muitas fontes e além do
mais vivi por mim mesma. Antes de minhas cirurgias de feminização
facial, quase todo o mundo se referia a mim, pelo menos uma vez, no
masculino. Inclusive gente que estava inteirada em minha identidade
feminina. Haviam exceções mas eram raras. Os hormônios femininos haviam
feito seu trabalho de redistribuição de lipídios, a depilação
definitiva havia eliminado minha barba quase por completo, mas ainda
que usasse roupa de mulher sempre se escapava um "Te vejo cansadO,
Amanda". Com o tempo fui feminizando meus gestos, mas não foi até que
operei meu rosto e aprendi a alterr minha voz (ao menos parcialmente)
que as pessoas deixaram de se quivocar. Que a maioria não seja
consciente das diferenças não anula sua influência senão sua potência.

Qualquer pessoa pode reconhecer se uma voz é de homem ou de mulher, mas
como sucede no caso dos rostos, muitos poucos podem definir em que
consistem as diferênças. Só pensar que a diferênça principal está no
"registro" da voz ou no "tom", mas mesmo mulheres com vozes muito
graves permanecem sendo reconhecidas como mulhere quando falam por
telefone, e homens com vozes muito agudas seguem sendo reconhecidos
como homens. Porque a diferença não está no "registro" senão na
ressonância". Imaginemos um violino e um violoncelo, ambos tocando as
mesmas notas, nem mais agudas nem mais graves... Porque soam distintos?
Porque suas caixas de ressonância e suas cordas têm distintas dimensões.

A partir da puberdade, a testosterona faz com que a laringe dos meninos
desca de cresca em tamanho, dando à voz sua característica masculina. O
pomo de Adão aparece como reforço estrutural para este crescimento. Os
transexuais de mulher a homem ganham uma mudança de voz geralmente
muito efetiva mediante a incorporação de testosterona em seus
organismos. Mas como os efeitos da testosterona são irreversíveis, as
transexuais de homem a mulher que querem "passar" sem problemas devem
corrigir fazendo exercícios para aprender a elevar a laringe e
estreitas o trato vocal enquanto falam, e desta forma produzem uma voz
de som femnino.

O olhar é menos importante que a voz. Ambos funcionam como ferramentas
de comunicação e som, por tanto, as principais transmissoras de sinais
de gênero. A partir do romantismo, na metade do século XIX, se disse
que o olhar feminino era mais puro, ou mais bondoso ou mais inocente
que o masculino. Os poetas românticos não sabiam que o gênero do olhar
têm pouco a ver com questões espirituais. Nem sequer tem que ver com
questões oftálmicas mas sim com questões ósseas: mais precisamente com
a grossura e a forma do osso frontal. Os ossos frontais dos homens em
geral formam um recorte ósseo na oarte superior das órbitas oculares e
se projetam até adiante por cima dos olhos. Este é um traço que, como a
mudança de voz, aparece na puberdade e apenas em garotos. A distância
entre a superfície dos olhos e a parte mais prominente das
sonbrancelhas é muito maior nos homens adultos que nas mulheres. O
semblante das mulheres no geral conservamuma forma arredondada e lisa
parecida com a de meninas e meninos, e é possível que por isso lhes
associe com a inocência. A altura e a forma das sombrancelhas também
influem na diferença de olhares.

Difereças sexuais secundárias como as que se encontram no peito, na voz
e no olhar, no nariz, no queixo, na mandíbula, e outros traços faciais,
são muito mais importantes que os genitais para a identificação
consciente ou inconsciente do sexo das outras pessoas. Assim o ditam
nossos sentidos desde que viemos ao mundo. Seria bom que todos aqueles
que predicam o contrário e exigem, com leis ou discursos de café, com
gozações cruéis ou conselhos supostamente amigáveis, que as pessoas
transexuais alterem cirurgicamente seus genitais ainda que se sintam
cômodas com eles e não desejem alterá-los, analizem honestamente o que
é que percebem as pessoas e o que é que não percebem e repensarão con
sinceridade como influi isso na classificação que fazem d@s demais.


Por: Amanda Rosenfeldt

Traduzido por Aline de Freitas

 
Publicado em 05/12/2005 16:05:54
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O que você faria se estivesse diante de uma gravidez não planejada ?
Casaria e teria o (a) filho (a).
Não casaria, mas dividiria a responsabilidade pelo (a) filho (a).
Desapareceria da vida dela (dele) mesmo ela (ele) tendo o filho ou não.
Pediria que ela abortasse, mesmo sabendo ser ilegal no Brasil.
 
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