O CENTRO DE CONVIVÊNCIA JOANA D’ARC realizou uma enquete sobre Camisinha, em seu site e os resultados demonstram as distorções que existem acerca das informações voltadas à prevenção e sobre a sua utilização. Os 25 participantes da enquete responderam sobre diversos assuntos, desde a função do insumo até sobre quem assume a responsabilidade de sua utilização. Abaixo, os resultados e sua análise: a) 4 % acreditam que a camisinha serve apenas como contraceptivo. Cuidado. Isto demonstra que a grande preocupação que ainda assola a sociedade é referente a Planejamento Familiar ou gravidez não desejada, esquecendo-se das outras funções da camisinha que, além da higiene que proporciona ao ato sexual, é a de evitar as DST, incluindo a AIDS; b) 4 % acreditam que a camisinha protege contra a AIDS somente no sexo anal. Puro engano. A camisinha protege em qualquer modalidade sexual, incluindo a vaginal e a oral; c) 28 % informaram que como só o homem usa, a mulher não precisa ter. Outro erro. Sexo é consensual, ou seja, de responsabilidade de ambos. Portanto, no caso da falta (ou esquecimento) da camisinha por parte do homem, a mulher pode oferecer a que ela carrega em sua bolsa. Isso não é ser vulgar, mas sim inteligente e prevenida. Quem se ama, cuida de si e do parceiro (a). Isto vale também para outras orientações sexuais. Camisinha sempre !; d) 28 % votaram no item que a camisinha “não impede a passagem do vírus”. Pura bobagem. A camisinha só não evitará o contato com o vírus se for mal colocada ou manuseada e acondicionada de forma inadequada. Portanto, não é legal deixar a camisinha exposta ao sol, carregar na carteira ou rasgá-la com o dente ou qualquer material cortante ou perfurante. Assim, devemos prestar atenção nas dicas que existem dentro das embalagens de algumas camisinhas de como utilizá-la ou pedir ajuda para quem de fato saiba usar (amigos, parentes mais velhos, Unidades de Saúde, CTAPT ou ONG). Não saber fazer determinadas coisas não é vergonha. Burrice é bancar o “esperto” e se prejudicar depois pelo medo de demonstrar inabilidade; e) Por fim, 36 % disseram que a camisinha deve ser usada no sexo oral para prevenção. Corretíssimo. Uma das formas de contágio do HIV é através do pré-sêmen ou do sêmen (também chamado esperma, gozo, porra, gala, etc.). Em contato com as mucosas da boca, que geralmente está com portas de entrada (sangramento devido à escovação, cárie, etc.), pode haver a contaminação. No caso do sexo oral em/ou entre mulheres, a preocupação é ainda maior, pois devido à quantidade de secreção vaginal (por causa da excitação) e de métodos de bloqueio pouco eficiente (plástico filme de PVC, luva cirúrgica, camisinha aberta, entre outros), pouco pode se fazer enquanto prevenção. Sendo assim, procure esclarecimento junto às Unidades de Saúde, CTAPT ou ONG para melhor orientação. As camisinhas são meios eficazes e capazes de impedir a gravidez indesejada, além da transmissão sexual do HIV, desde que alguns cuidados sejam respeitados. Para a camisinha não arrebentar, é importante: - Olhar o prazo de validade; - Abrir a embalagem só na hora de usar; - Não usar lubrificante oleoso (manteiga, óleo, vaselina, etc); - Só usar lubrificante à base de água (KY, Preserv gel, glicerina líquida, etc); - Colocar a camisinha sobre o pênis quando já estiver ereto; - Apertar a ponta da camisinha antes de desenrolar; - Desenrolar até a base do pênis; - Tirar a camisinha logo depois da ejaculação, com o pênis ainda ereto; - Usar uma camisinha nova, a cada relação. Já está no ar a nova enquete, que tem como tema: “As escolas devem investir em atividades sobre o tema ”Sexualidade e Diversidade Sexual" ?”. Participe ! |